terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Incrivel como tem um cara que escreve tudo que sinto.



Você deve estar se perguntando como
O garoto da porta ao lado saiu
Tome cuidado
Mas não olhe fixamente
Porque ele ainda está lá
Lamentando:
"Policial feminina, policial, mulheres bobas,
Tributaristas - prostitutas de uniforme
Eles, que querem te magoar,
Trabalham dentro da lei
Este mundo está cheio
Completamente cheio de gente muito chata
E eu devo ser um
Porque nunca ninguém se vira para mim e diz
'Me tome em seus braços
Me tome em seus braços
E me ame'

Você deve estar se perguntando como
O garoto da porta ao lado desapareceu
Tome cuidado
E faça uma prece
Porque ele ainda está lá
Lamentando:
"Policial feminina, policial, mulheres bobas,
Tributaristas - prostitutos de uniforme
Criminosos com estudo
Trabalham dentro da lei
Este mundo está cheio
Oh oh,
Completamente cheio
de gente muito gente muito chata
E eu devo ser um
Porque nunca ninguém se vira para mim e diz
'Me tome em seus braços
Me tome em seus braços
E me ame e me ame...'

O que realmente existe
Por trás das restrições da minha mente?
Poderia ser o mar?
Com o Destino me ultrajando de volta?
Não, são apenas mais pop stars de boca fechada
Mais substanciosos que merda de porco
Nada a transmitir
Eles têm tanto medo de mostrar inteligência
Isso poderia embaçar suas adoráveis carreiras

Este mundo
Eu estou assustado
É projetado para gente muito chata
Eu não sou um
Eu não sou um
Você não entende
Você não entende
E ainda assim você pode
Me tomar em seus braços e me amar
Me amar
E me amar

Me tome em seus braços e me ame
Me ame, me ame
Me tome em seus braços e me ame
Me tome em seus braços e me ame
Você faria
Você faria
O que você gostaria?
Oh oh oh oh oh

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Então chegamos a 95 e "84" ainda está para vir,
O tempo passa, a tensão aumenta,
A Babilónia vai cair! 


Já está escuro,
Mas o sol ainda não se pôs.
Sei que não vamos descansar,
Enquanto o sol não brilhar!


Bem vindos à nova ordem mundial do racismo
E fascismo camuflado, dos fins que justificam
Os meios onde só um lado é revelado.
Quando vejo o caminho que estamos a seguir,
Quando vejo os jovens começar a lutar,
Quando vejo alguns começar a agir:
Só posso sorrir, não posso evitar.


Já está escuro, mas o sol ainda não se pôs.
Sei que não vamos descansar,
Enquanto o sol não brilhar!


Há sempre uma chama que nunca se apaga em ti
Para o sol brilhar! 

E atrás das grades pagam o preço da luta por um mundo melhor
Para ver o sol a brilhar!


Já esta escuro, mas o sol ainda não se pôs.
Sei que não vamos descansar,
Enquanto o sol não brilhar!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A mais de dez anos que é a mesma lenga lenga nesse primeiro trimestre. Um pouco de tristeza, umas gotas de depressão, musica que anima esse tipo de sentimento e pronto, fodi meu primeiro semestre sentindo pena de mim mesmo e outras besteiras.
Mas esse ano foi diferente já que esse é o primeiro que eu passo o primeiro trimestre não depressivo, na verdade, completamente positivo. A vida é muito foda, mas tem que ter força, disposição, porque é só uma e não dá tempo pra errar e eu tenho que fazer isso realmente certo.
A vida é dura, e quem não aguenta o tranco tem que pedir pra cagar e sair pra não atrasar a vida alheia.



E se eu disesse, que sou um acidente esperando pra acontecer
Eu tropeçaria, cairia em minhas palavras?
E você me diria, se eu estivesse errado?
Minhas palavras estavam fora de lugar, foram para onde eu não pertenço


Pra mim isso é fato, e a ficcção também tem seu lugar
Situações confusas que eu não posso controlar
O coração bate orgulhoso
As vezes ele está na minha mão, e as vezes o deixo lá dentro


E ninguém disse que seria fácil
E não tenho medo de tentar
E com tudo contra mim, terei que lutar
Uma vida, uma chance, preciso acertar!


E não posso deixar o destino ditar o que é melhor pra mim
Tenho que controlar meu proprio futuro, você não entenderia
Você acha que não tem escapatoria mas eu tenho tudo em jogo
Vou provar que você está errado


E ninguém disse que seria fácil
E não tenho medo de tentar
E com tudo contra mim, terei que lutar

Uma vida, uma chance, tenho que fazer isso direito

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Voy a dar un paso al frente para quitar esto que llevo en mi estoy tratando de quemar estas cicatrizes que todavia siguen sangrando vivo colgado de un arbol sembrado entre miedos y mentiras regado con la sangre de mi alma este cancer arranco la sensibilidad llevandome a un invierno eterno aun sigo tratando de encontrar la puerta para salir de este lugar quiero poder volver a sentir todo lo que con mis manos consegui me estoy aferrando a mi ultimo respirar estoy sintiendo que la lluvia no terminara perdido en el centro de estas sombras sentenciado a este infierno culpable de mi propia frustracion sólo puedo esperar, a que todas estas preguntas difíciles desaparezcan pronto otra vez...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Há coisas tão importantes, tão importantes para mim,
E eu me sinto tão triste quando eu vejo,
Que você virar a cabeça longe, e fingir que tudo está ok.
Eu não podia acreditar nos meus olhos quando eu vi você correr e se esconder.
Como eu poderia ter sido tão ingênuo
- Eu queria que você fosse como eu.

Fizemos nossa escolha, seguimos caminhos separados, mas ainda te amo
Você, quando me lembro daqueles dias, quando estávamos juntos,
E nós que iríamos lutar para sempre, juntos ...
Eu acho que você escolheu o melhor para você ...


Agora eu tenho pensamentos duplos qualquer momento eu conhecer alguém novo.
O mesmo preconceito porra, mais uma vez eu esperar muito
De você. eu quero que você nunca mentir, precisam de verdadeiras
Amigos do meu lado.

 
Eu preciso de você ser você mesmo, eu amo você, do jeito que é.
Fizemos nossa escolha, seguimos caminhos separados, mas ainda te amo
Você, quando me lembro daqueles dias, quando estávamos juntos,
E nós que iríamos lutar para sempre, juntos ...
Eu acho que você escolheu o melhor para você ...


Agora eu tenho meus objetivos em vista,
Eu sei que está errado, sabe o que é certo.
E nós vamos fazer o nosso melhor desta vez! Juntos ...

Fizemos nossas escolhas, seguimos caminhos separados,
Mas eu ainda te amo, quando eu lembro daqueles dias,
Quando estamos juntos, e nós pensamos
Gostaríamos de lutar para sempre, juntos ...
Eu acho que você escolheu o melhor para você.

Derrubar essas paredes comigo,
Eu vou alcançar a sua mão, eu vou ajudar você a ver,
não muito mais você pode fazer,
Eu sei que não é fácil, mas eu estou aqui para você.
Eu estarei lá para suportá-lo,
Ajudá-lo e animá-lo.
Eu acredito muito em você e eu não posso estar errado,
Estar errado desta vez ...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Definitivamente eu não sei lidar com a morte de brothers, e isso ainda vai me foder um dia.


 
Deixe-me falar livre de desprezo
Estrelas como as ervas daninhas crescem não cortado
Eles mentem austero e vão
Velho, ainda como o barro
Corvos mostrar o nosso caminho de casa

A noite era de chuva, um mar caindo
A tensões madrugada enferrujadas ser
Pedras de vapor e obstáculo as brumas que se erguiam
A partir do sol baixo, um brilho solene
O brilho brilhante, o sol está baixo

Você começou um incêndio, você começou um incêndio que você não pode apagar
Você queimou suas pontes, não pode voltar de onde você veio
Visão está caindo, apenas se contorcer e queimar fora de controle
Não adianta fingir, deslizar de volta para o buraco

Você vai arrastar a sua casa abaixo, quando a verdade vem chamando à sua porta
Stare através da maravilha enevoado, a vida das almas dos homens
Seu copo está vazio e você está correndo contra o tempo
Cedendo a sua cabeça, não se atreve a sonhar que vai implodir

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eu sou tão STRAIGHT quanto a linha que você cheira com o nariz
Eu sou tão duro como a bebida que você lava sua garganta
Eu sou tão mau como a merda que você respira em seus pulmões
E eu vou te foder tão rápido como o comprimido em sua língua

 
STRAIGHT EDGE REVENGE 

Desta vez, você me empurrou para longe demais!
 

Eu sou tão reto quanto a linha que você cheirar o nariz
Eu sou tão duro como a bebida que você lavaduras em sua garganta
Eu sou tão mau como a merda que você respira em seus pulmões
E eu vou te foder tão rápido como o comprimido em sua língua


 STRAIGHT EDGE REVENGE 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Para onde vamos?
O que fizemos?
Tudo o que aprendemos, acaba de ser ignorado.
Viramos cinzas, viramos ferrugem.
Estamos em pé nessas ruínas, e é tudo por causa de nós.
Nós carregamos a arma e nós puxamos o gatilho,
Olhando para amanhã, todos iremos virar pó.
Lost, lost, perdidos em nossas próprias cabeças.
Lost, lost, perdido para nós mesmos.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A ‘engenharia da cooptação’ e os sindicatos no Brasil recente

Ótimo artigo do Ricardo Antunes.
Fonte: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6822%3Amanchete170212&catid=72%3Aimagens-rolantes

I. A década de ouro

O objetivo deste artigo é compreender por que vem ocorrendo uma relativa desmobilização da sociedade brasileira e, em particular, dos organismos de representação da classe trabalhadora? As respostas são complexas e nos remetem aos ciclos das lutas travadas nas últimas décadas no Brasil.

Poderíamos começar lembrando que, ao longo dos anos 1980, o Brasil esteve à frente das lutas sociais e sindicais, mesmo quando comparado com outros países avançados. A criação do PT em 1980, da CUT em 1983, do MST em 1984, a luta pelas eleições diretas em 1985, a eclosão de quatro greves gerais, a campanha da Constituinte, a promulgação da Constituição em 1988 e, finalmente, as eleições de 1889 são exemplos vivos da força das lutas daquela década. Houve avanços significativos na luta pela autonomia e liberdade dos sindicatos em relação ao Estado, através do combate ao Imposto Sindical, à estrutura confederacional, cupulista, hierarquizada e atrelada, instrumentos que se constituíam em alavancas utilizadas pelo Estado para controlar os sindicatos. Aquela década conformou também um quadro nitidamente favorável para o chamado novo sindicalismo, que caminhava em direção contrária à crise sindical presente em vários países capitalistas avançados.

Entretanto, no final daquela década já começavam a despontar as tendências econômicas, políticas e ideológicas que foram responsáveis pela inserção do sindicalismo brasileiro na onda regressiva, resultado tanto da reestruturação produtiva do capital em curso em escala global como da emergência da pragmática neoliberal, que passaram a exigir mudanças significativas.

A partir de 1990, com a ascensão de Collor e depois com FHC, o receituário neoliberal deslanchou. Nosso parque produtivo estatal foi enormemente alterado pela política privatizante, afetando diretamente a siderurgia, telecomunicações, energia elétrica, setor bancário, dentre outros, o que alterou o tripé que sustentava a economia brasileira (capital nacional, estrangeiro e estatal), redesenhando e internacionalizando ainda mais o capitalismo no Brasil. O setor produtivo estatal era fagocitado ainda mais pelo capital monopolista estrangeiro.

Com um processo tão intenso, a simbiose nefasta entre neoliberalismo e reestruturação produtiva teve repercussões muito profundas na classe trabalhadora e em particular no movimento sindical. Flexibilização, desregulamentação, terceirização, novas formas de gestão da força de trabalho etc. tornaram-se pragas presentes em todas as partes. No apogeu da era da financeirização, do avanço técnico-científico-informacional, do mundo digital onde tempo e espaço se convulsionam, o Brasil vivenciou mutações fortes no mundo do trabalho, alterando sua morfologia, da qual a informalidade, a precarização e o desemprego ampliavam-se intensamente.

Esta nova realidade arrefeceu o novo sindicalismo que se encontrava, de um lado, diante da emergência de um sindicalismo neoliberal, sintonizada com a onda mundial conservadora, de que a Força Sindical é o melhor exemplo. E, de outro, diante da inflexão que vinha ocorrendo no interior da CUT, que cada vez mais se aproximava do sindicalismo social-democrata. A política de “convênios”, “apoios financeiros”, “parcerias” com a social-democracia sindical, especialmente européia, levada a cabo por décadas, acabou contaminando o sindicalismo de classe no Brasil, que pouco a pouco se social-democratizava, num contexto, vale lembrar, onde a social-democracia se aproximava do neoliberalismo.

II. O sucesso do social-liberalismo e o advento do sindicalismo negocial de Estado


Foi neste contexto que Lula sagrou-se vitorioso nas eleições presidenciais em 2002, depois de um período de enorme desertificação social, política e econômica do Brasil, vitória que ocorreu em um contexto internacional e nacional bastante diferente dos anos 1980. A vitória da “esquerda” no Brasil ocorria quando ela estava mais fragilizada, menos respaldada nos pólos centrais que lhe davam capilaridade, como a classe operária industrial, os assalariados médios e os trabalhadores rurais.

Se pudéssemos lembrar Gramsci, diríamos que o transformismo já havia convertido o PT num Partido da Ordem. Quando Lula venceu as eleições, em 2002, ao contrário da potência criadora das lutas sociais dos anos 1980, o cenário era de completa mutação. Ela foi, por isso, uma vitória política tardia. Nem o PT, nem o país eram mais os mesmos. Como já pude dizer anteriormente, o Brasil estava desertificado e o PT havia se desvertebrado.

Quais são as explicações para esse transformismo? Aqui podemos tão somente indicá-las: 1) a proliferação do neoliberalismo na América Latina; 2) o desmoronamento do “socialismo real” e a prevalência equivocada da tese que propugnava a vitória do capitalismo; 3) a social-democratização de parcela substancial da esquerda e sua aproximação à agenda social-liberal, eufemismo usado para “esconder” sua real face neoliberal.

E o PT, partido que se originou no seio das lutas sociais e sindicais, aumentava sua sujeição aos calendários eleitorais, atuando cada vez mais como partido eleitoral e parlamentar, até tornar-se um partido policlassista. Lula passou a cobiçar a confiança das principais frações das classes dominantes, incluindo a burguesia financeira, o setor industrial e o agronegócio. Um exemplo é bastante esclarecedor: quando, ao final do governo FHC, em 2002, houve um acordo de “intenções” com o FMI, este organismo exigiu que os candidatos à presidência manifestassem sua concordância com os termos do referido acordo. O PT de Lula publicou, então, um documento, denominado como a Carta aos Brasileiros, onde evidenciava sua política de subordinação ao FMI e aos setores financeiros internacionais e nacionais.

O resultado de seu governo é conhecido: sua política econômica ampliou a hegemonia dos capitais financeiros; preservou a estrutura fundiária concentrada; deu incentivo aos fundos privados de pensão; determinou a cobrança de impostos aos trabalhadores aposentados, o que significou uma ruptura com parcelas importantes do sindicalismo dos trabalhadores, especialmente públicos, que passaram a fazer forte oposição ao governo Lula.

A sua alteração mais significativa, no segundo mandato, foi uma resposta à crise política aberta com o mensalão, em 2005. Era necessário que o novo governo ampliasse sua base de sustentação, desgastada junto a amplos setores da classe trabalhadora organizada. Foi então que ocorreu uma alteração política importante: o governo ampliou o programa Bolsa-Família, uma política social de perfil claramente assistencialista, ainda que de grande amplitude, que atinge mais de 12 milhões de famílias pobres com renda salarial baixa e que por isso recebiam um complemento salarial. E foi esta política social – assumida como exemplo pelo Banco Mundial – que ampliou significativamente a base social de apoio a Lula, em seu segundo mandado. Ela atingia os setores mais pauperizados e desorganizados da população brasileira, que normalmente dependem das políticas do Estado para sobreviver.

E em comparação ao governo de FHC, a política de aumento do salário mínimo, ainda que responsável por um salário vergonhoso e inconcebível para uma economia do porte da brasileira, significou efetivos ganhos reais em relação ao governo tucano. E, desse modo, o governo Lula “equacionou” as duas pontas da tragédia social no Brasil: remunerou exemplarmente o grande capital financeiro, industrial e o agronegócio e, no outro pólo da pirâmide social, implementou a Bolsa-Família assistencialista e concedeu uma pequena valorização do salário mínimo, sem confrontar, é imperioso dizer, nenhum dos pilares estruturantes da tragédia brasileira.

Quando a crise mundial atingiu duramente os países capitalistas do Norte, em 2007/08, o governo tomou medidas claras no sentido de incentivar a retomada do crescimento econômico, reduzindo impostos do setor automobilístico, eletrodoméstico e da construção civil, todos incorporadores de força de trabalho, expandindo fortemente o mercado interno brasileiro e compensando, desse modo, a retração do mercado externo em suas compras de commodities. O mito redivivo do novo “pai dos pobres” ganhava força.

Mas havia, ainda, outro elemento central na engenharia da cooptação do governo Lula/Dilma: o controle de setores importantes da cúpula sindical, que passava a receber diretamente verbas estatais e, desse modo, garantia o apoio das principais centrais sindicais ao governo (1). Pouco antes de terminar seu governo, Lula tomou uma decisão que ampliou ainda mais o controle estatal sobre os sindicatos, ao permitir que as centrais sindicais também passassem a gozar das vantagens do nefasto Imposto Sindical (2), criado na Ditadura Vargas, ao final dos anos 1930. E, além do referido imposto, elas passaram a receber outras verbas públicas, praticamente eliminando (em tese e de fato) a cotização autônoma de seus associados. Outro passo crucial para a cooptação estava selado.

E, se já não bastasse, centenas de ex-sindicalistas passaram a participar, indicados pelo governo, do conselho de empresas estatais e de ex-estatais, com remunerações polpudas. Portanto, para compreender a cooptação de parcela significativa do movimento sindical brasileiro recente, é preciso compreender esse quadro, do qual aqui pudemos oferecer as principais tendências.

O que nos leva a concluir que, para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda, há um bom caminho a percorrer. Mas talvez seu primeiro desafio seja criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação. E um passo imprescindível neste processo é, desde logo, romper a política de servidão voluntária que empurrou os sindicatos em direção ao Estado.


Notas:

1) O campo sindical do governo é amplo: no centro-esquerda, além da CUT, temos a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), formada pela Corrente Sindical Classista que se desfiliou da CUT em 2007 para criar sua própria central. No centro-direita, temos a Força Sindical, já mencionada, que combinava elementos do neoliberalismo com o velho sindicalismo que se “modernizou”, além de várias pequenas centrais como a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central, todas dotadas de pequeno nível de representação sindical e de algum modo herdeiras do velho sindicalismo dependente do Estado.

No campo da esquerda sindical anticapitalista, em clara oposição aos governos Lula/Dilma, são importantes a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e o movimento INTERSINDICAL. A primeira se propõe a organizar não só os sindicatos, mas também os movimentos sociais extra-sindicais, e a segunda (ainda que hoje se encontre dividida) é também oriunda de setores de esquerda que romperam com a CUT, tendo um perfil mais acentuadamente sindical e voltado para a reorganização do sindicalismo pela base, contra a proposta de criação de uma nova Central.

2) Em 2010 foram R$ 84,3 milhões para as centrais: segundo o Ministério do Trabalho, as duas maiores centrais, CUT e Força Sindical, receberam R$ 27,3 milhões e R$ 23,6 milhões, respectivamente - valores que representam 80% do orçamento da Força e 60%, da CUT. Em seguida, os maiores beneficiados foram a União Geral dos Trabalhadores (UGT), com R$ 14 milhões; Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que embolsou R$ 9,9 milhões; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), R$ 5,3 milhões; e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), R$ 3,9 milhões.


Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia do Trabalho no IFCH/UNICAMP e autor, entre outros livros, de O Continente do Labor (Boitempo) que acaba de ser publicado. Coordena as Coleções Mundo do Trabalho (Boitempo) e Trabalho e Emancipação (Ed. Expressão Popular). Colabora regularmente em revistas estrangeiras e nacionais.

Publicado originalmente no Jornal dos Economistas do Rio de Janeiro, n. 268, novembro de 2011.
 
Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Incrivel como me identifico com o Zé Ulisses.

Distorção

Me estrago todo pra perceber
Quando a distorção engole o coração
O Jeito de mendigo não emociona mais
Aperto o pedal, desligo a distorção

Então eu vou lá, eu vou tocar
A mesma nota de outra música

E eu não me importo com vai soar
Pois faço música pra me elevar
E a nota torta tira a escuridão
Preciso respirar
Com o cuspe não engasgar
Cala a boca e tocar

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

http://www.youtube.com/watch?v=JOFM8mMsxQc&feature=related

Esse charme pega pesado com essa batida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Essa letra sintetiza tudo o que se passa nos nossos corações.
Você sabe que faz parte de algo especial, que poucos entendem, e que ainda que o dia a dia, a luta diária te exija muito, você sabe que logo mais vai estar entre pessoas que compartilham da raiva que você sente em certas situações, da animação de ouvir uma mera distorção, ou coisas ainda mais bobas.
Quinta, depois de muito tempo, eu vou sentir isso novamente, e não vai ter patrão, namorada, sociedade que me tire isso.

Valeu New Winds

Juntos

Eu vejo isso claro no meu caminho, porque você estava sempre lá
Eu sempre tive um ombro sobre o qual se inclinar
E mesmo quando eu estava machucado e surrado você me pegou de lama

Todos os dias estamos juntos
Sempre olhamos um para o outro
Todos os dias estamos juntos
Assim tenho certeza que você pode chamar meu irmão

Eu só quero sair com meus amigos
Porque eles são os que me fazem sentir vivo
O espírito, a luta, união
E como eu digo "chame meu nome e eu estarei lá"

Todos os dias estamos juntos
Sempre olhamos um para o outro
Todos os dias estamos juntos
Assim tenho certeza que você pode chamar meu irmão

Quando me sinto à deriva, posso encontrar meu caminho
Quando estou no show eu sinto que eu estou em casa
E por quê? Sou capaz de perguntar por quê?
... PORQUE MEUS AMIGOS ESTÃO LÁ!
... PORQUE MEUS AMIGOS ESTÃO LÁ!
... PORQUE MEUS AMIGOS ESTÃO LÁ!
... PORQUE MEUS AMIGOS ESTÃO LÁ!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Se como dizia Marx, a história se repete como farsa, é no passado que está o futuro.
Estiquei a baladeira e distorci todo o que o velho falou, eu sei. Mas é que essa afirmação conforta um pouco esse coração que saiu da hibernação glacial e tenta pouco a pouco voltar a pulsar novamente.

Grande Dr. Manhattan

Esses últimos tempos me identifiquei tanto com esse personagem.


"Eu prefiro o silencio daqui.
Estou cansado da terra, dessas pessoas.
Estou cansado de me envolver nos conflito de suas vidas."


Laurie diz:
Você tem que impedir isso! Todo mundo vai morrer!"

E o Dr. Manhattan responde:

"E o universo, nem mesmo notará. Em minha opinião, a existência da vida... é um fenômeno exageradamente valorizado.
Olhe à sua volta, Laurie.
Marte existe satisfatoriamente sem nenhum microorganismo. Aqui há uma constante mudança no mapa topográfico. Fluindo ao redor do pólo, ondulações formadas há 10 mil anos.
Agora me diz... isso tudo poderia ser melhorado talvez com um óleoduto? Ou talvez um Shopping Center?

O cansaço que a luta trás.

Quando tinha que dar esperanças eu dava, e esquecia de guardar pra mim.
Quando tive que criar espirito e disposição para a luta eu criei, mas doei aos outros e novamente esqueci de mim.

O que restou foi o desespero e a ânsia insaciável da vitória não conquistada.
E hoje, pouco menos de seis messes depois, esperam que eu crie novamente novas esperanças.

Mas como reproduzir algo se me falta a matéria prima?


Voy a dar un paso al frente
para quitar esto que llevo en mi
estoy tratando de quemar
estas cicatrizes que se mantienen sangrando
vivo colgado del un arbol
sembrado entre miedos y mentiras
regado con la sangre de mi alma
este cancer arranco la sensibilidad
llevandome a un invierno eterno
aun sigo tratando de encontrar
la puerta para salir de este lugar
quiero poder volver a sentir
todo lo que una vez con mis manos consegui
me estoy aferrando a mi ultimo respirar
estoy sintiendo que la lluvia no terminara
perdido en el centro de esta sombra
sentenciado a este infierno
culpable de mi propia frustración
sólo puedo esperar,
a que todas estas preguntas difíciles
desaparezcan pronto otra vez...

A capacidade de fazer besteira

A capacidade humana de fazer besteira é imensa.

Ao invés de falar do que sente, fecha a cara e volta a não se interessar por nada do que venha do outro.
Animal, você não está na mesma situação de dois anos atrás. Anta, as coisas podem ser diferentes, mas você age como se fosse um pouco de mais do mesmo.
Cabe agora lembrar os erros do passado como parte do passado e batalhar para que eles não se repitam com mais ninguém com quem você se envolva e talvez, voltar a se interessar pelos pequenos problemas dos seres humanos.